terça-feira, 24 de maio de 2011

CASA DO CONCELHO DE GÓIS

CANTARES DO CONCELHO E...DA CIDADE

Três actuações de muita qualidade,que desfilaram no palco da Casa Concelhia de Góis.


Uma ala da sala repleta de Góienses
A abertura do espectáculo coube ao Grupo de Violas e Cantares de Vila Nova do Ceira
Este grupo começou inicialmente com ensino de viola e flauta dirigido a crianças e jovens da Freguesia de Vila Nova do Ceira.A iniciativa partiu de Clara Nunes que desde há alguns anos se dedica à música.

A fundação deste grupo teve o seu inicio em 23 de Junho de 1996.Actualmente é composto por 15 elementos .A recolha dos temas de música popular,sua selecção e ensaios estão a cargo de Clara Nunes.Tem tido actuações em diversos lugares do Concelho de Góis e limítrofes respectivamente,em Coimbra,Cantanhede,Penela,Lousã,Arganil...etc.Segui-o O Grupo Coral da A.E.R.GEste grupo é a mais recente actividade da A.E.R.G.,Começou em Outubro de 2010.

Tem como seu Maestro O Professor Dr.Avelino Correia que se desloca todas as semanas a Góis para a realização dos ensaios.Teve a sua estreia no concerto de Natal no dia 19 de Dezembro de 2010 na Igreja Matriz de Góis.Resta dizer que o Maestro tem vasta e reconhecida formação universitária;Universidade do Minho,de Coimbra entre outras.

Grupo de muita qualidade aqui demonstrada na Casa Concelhia,com temas nacionais e brasileiros,aonde as tonalidades vocais no seu conjunto,tornaram uma sonoridade expectacular dos temas apresentados com uma harmonia e melódicas.Por último actua o Grupo Musical-Informático e Companhia (Companhia Seguros-Fidelidade-Mundial-Império-Bonança).Este grupo foi formado em 2008,o mesmo dedica-se à execução de diversos tipos de música,

com arranjos próprios, com instrumental popular.No seu reportório consta canções tradicionais populares portugueses,música pop,música infantil.Grupo com um espírito de alegria que contagia toda a assistência,com as suas apresentações,a empatia com o público são a sua característica principal. O adeus a finalizar

Seguiu-se a entrega de recordações aos Grupos, bem como os discursos do Dr.Luís Martins, Presidente do Conselho Regional,da senhora Presidente da Câmara Municipal de Góis ,Drª Maria de Lurdes Castanheira,e do Presidente da Casa Concelhia Sr.José Dias.


A Casa do Concelho de Góis está de parabéns,assim como o seu Conselho Regional , por mais esta iniciativa.Tarde de convívio entre a vasta colónia de Góienses, que se deslocou à Rua de Stª.Marta em Lisboa.O Conselho Regional tem vindo a trazer à casa desde que foi constituído uma forte actividade com diversas sessões culturais e outras de interesse para as Gentes de Góis.Muitas outras estão já agendadas, com muita actualidade para os tempos que correm e nos afecta a todos,principalmente os mais idosos.Espera-se que estas iniciativas venham a congregar vontades e esforços,para que no futuro haja menos desertificação do Concelho basta para isso que a participação Civil dê o seu contributo, para que muitas situações que existem e afligem as populações,nomeadamente nos transportes,na assistência à 3ªidade,na saúde,no saneamento básico,nas águas,etc...possam ter o seu corolário com êxito. Fotos e texto de A.R.Filipe

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O FADO DAS ISCAS

A Travessa do Cotovelo e Rua do Arsenal

Em tempos foi a tasquinha das iscas hoje é uma frutaria

foto de A.R.Filipe

Raúl Solnado ' Fado das Iscas

quinta-feira, 21 de abril de 2011

PARA TODOS OS QUE ME VISITAM OS MEUS VOTOS DE:

sábado, 2 de abril de 2011

POR LISBOA ANDEI !

QUARESMA

Calvário de Jesus CristoTúmulo deDavid Mercado Alto ou Foro Palácio de Herodes Teatro Romano As Torres do Palácio de Herodes Porta do Leões(ou de Santo Estevão)

Por esta porta entraram os Comandos Israelitas

quando da Guerra dos Seis Dias,foram conquistar o

Muro das Lamentações

Porta do Lixo
No Cenáculo

Palácio do Templo
Vale de Tiropeion

situado entre o Monte do Templo e o Monte Sião
Palácio do Sumo Sacerdote(Caifaz)

Exposição na Igreja do Sacramento em Lisboa,de maquetes todas elas executadas pelos irmãos José e Casimiro Matias, estes artistas são naturais da Vila de Fão,Concelho de Esposende.Não está aqui representada toda a beleza e dimensão deste tão magnifico trabalho,digno de se voltar a ver mas nunca mais voltou a ser realizada.


Fotos de A.R.Filipe, obtidas na Década de oitenta


terça-feira, 29 de março de 2011

RECANTOS DE LISBOA

I-PARTE
Ainda a Igreja das Chagas

Da antiga devoção dos mareantes

Já aqui postei algo sobre esta Igreja,mas volto, com alguns dados sobre a mesma pois julgo de algum interesse.


A história da Igreja das Chagas está intimamente ligada à antiga devoção dos homens do mar,nomeadamente os mareantes da carreira da Índia. A sua pré -história,por assim dizer,remonta à criação,em 1493,da Irmandade das Chagas de Cristo no Convento da Trindade de Lisboa,constituída exclusivamente por marítimos.O seu criador,Frei Diogo de Lisboa,ministro daquele convento,por discódia entre a Irmandade e os religiosos trinitários separou-se destes e pediu licença ao Papa Paulo III para a contrução de uma igreja e um hospital destinado ao pessoal das armadas.Concedida a licença papal, a confraria construiu a nova igreja,con a invocação das Chagas de Cristo,na ponta ocidental da antigo Pico de Belveder,no sítio depois denominado das Chagas,uma das colinas de Lisboa. A primeira missa foi ali celebrada em 30 de Novembro de 1542, em que a Confraria saiu da Igreja e Convento da Trindade,em pomposa procissão,para se instalar na nova morada.Na gravura acima colocada,de George Braunio,de finais do século XVI ,a igreja realça-se sobre a escarpa das Chagas, no miradouro aberto ao rio,de onde facilmente se identificava o alto campanário.
Campanário com o peixe, que nos indica o estado do tempo,conforme a sua posição.
Por disposição obrigatória,todos os que faziam a viagem para a India e o Brasil pagavam a chamada "peagem",diferenciada segundo a categoria profissional,ou patente,destinada à Irmandade das Chagas,que administrava os bens da Igreja. A par dessas contribuições previdenciaias, com o fim de assistir os próprios navegantes e os familiares,na doença e na morte,concorriam também para o enriquecimento da Igreja das Chagas "as esmolas que dão os fiéis à milagrosa imagem da Senhora com o titulo da Piedade".
Altar-Mor com a Imagem de Nossa Senhora da Piedade Segundo a tradição.a imagem de N.Senhora da Piedade terá sido trazida da Índia,onde foi feita, por encomenda do vice-rei D.Constantino de Bragança (1528.1579) e trazida por" um António Pedreira Mercador,natural de Lisboa",a bordo da nau Chagas. A Igreja das Chagas adquiriu um poder económico e simbólico considerável pelos seus privilégios,como o direito de paróquia e a sujeição directa à Basílica de S.João Latrão de Roma,com isenção do ordinário (previlégio confirmado pelo Papa Urbano VIII em 1623);isto,para além de se situar numa zona moderna da cidade, o Bairro Alto,onde se localizavam várias casas nobres.O afamado relógio das Chagas foi um signo exterior dessa riqueza. Não foi por acaso que D.Francisco Manuel de Melo escolheu,no seu livro Os Relógios Falantes (1654),aquele relógio, O relógio que infelizmente não trabalha simbolizando o "relógio da cidade",no diálogo com o "relógio da aldeia",de Belas.Existiriam em Lisboa,em meados de seiscentos,outros dois relógios de campanário:o da Sé e o do Paço.O relógio é que não gozava de grande reputação popular,pelo que se entende dum antigo ditado lisboeta:"Em mulher de Alfama, homem do mar,relógio das Chagas...não há que fiar".Foi na igreja das Chagas que o Padre António Vieira leu o seu Sermão de Santo António,em 14 de Setembro de 1642,na véspera da reunião das Cortes,em que apelou a todos para que participassem no esforço de guerra de independência contra Castela:a nobreza e o clero estavam isentos de impostos,pagos apenas pelos comerciantes e o povo. A igreja não resistiu ao terramoto de 1 de Novembro de 1755.Porém,de acordo com João Baptista de Castro,apesar de se terem perdido os ornamentos e a "maior parte da sua prata" foi possivel ao páraco resgatar dos escombros da capela -mor" as sagradas Pixides,com o Sacramento,posto que dentro da Sacrário,e as venerandas imagens da Senhora da Piedade,do Senhor Morto, de São João Evangelista e Santa Madalena, que todas escaparam ao incêndio".

tem continuação-fotos de A.R.Filipe -Texto Bolhetim Junta Freguesia S.Paulo

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

RECANTOS DE LISBOA

PLACAS DE GRANDES VULTOS DA CULTURA PORTUGUESA
NAS RUAS DA CIDADE DE LISBOA.
Na minha passeata por esta Lisboa, não podia deixar de reparar em coisas tão simples como são as placas colocadas nos prédios desta.
Placas alusivas, à memória de tantas personagens ilustres,que nasceram nesta cidade das sete colinas.
Passam os citadinos e não só, apressados num vai vem,numa correria, muito cabisbaixos,não olhando para cima, muitas vezes nem reparam em quem passa por eles,não esboçando um simples sorriso.
Elas, fazem parte da história da nossa cidade,dando a conhecer onde nasceram,viveram,
trabalharam e se finaram, os grandes vultos das letras,da pintura,do teatro, da poesia,da música,da ciência e da politica,etc...
Poeta Fernando António Nogueira Pessoa
Um dos grandes vultos da literatura portuguesaNasceu em Lisboa a 13 de Junho de 1888 às três horas da tarde no Largo de São Carlos ao Chiado mesmo defronte ao Teatro com mesmo nome. Ficou órfão de pai aos cinco anos.
Amigo dilecto de Mário de Sá Carneiro Pintora Maria Helena Vieira da Silva Uma das mais importantes pintoras europeias da segunda metade do século XX.
Nasceu em Lisboa,na Rua das Chagas em 13 de Junho de 1908,morreu em Paris em 6 de Março de 1992.Era filha do Embaixador Manuel Vieira da Silva,ficou órfã de pai aos três anos,tendo sido educada pela mãe em casa do avô materno,director do jornal O Século Mário de Sá Carneiro

Nasceu em Lisboa,na Rua de Conceição em 10 de Maio de 1890 Poeta, contista e ficcionista português,foi um dos grandes expoentes do modernismo em Portugal.
Órfão de mãe com apenas dois anos em 1892
Nasceu no seio de uma família abastada alto-burguesa
Foi criado pelos avós,na Quinta da Victoria em Camarate.
Amigo intimo de Fernando Pessoa.

Nota;Uma simples curiosidade os dias de nascimento e o serem todos orfãos de mãe ou de pai.