

Altar-Mor com a Imagem de Nossa Senhora da Piedade Segundo a tradição.a imagem de N.Senhora da Piedade terá sido trazida da Índia,onde foi feita, por encomenda do vice-rei D.Constantino de Bragança (1528.1579) e trazida por" um António Pedreira Mercador,natural de Lisboa",a bordo da nau Chagas. A Igreja das Chagas adquiriu um poder económico e simbólico considerável pelos seus privilégios,como o direito de paróquia e a sujeição directa à Basílica de S.João Latrão de Roma,com isenção do ordinário (previlégio confirmado pelo Papa Urbano VIII em 1623);isto,para além de se situar numa zona moderna da cidade, o Bairro Alto,onde se localizavam várias casas nobres.O afamado relógio das Chagas foi um signo exterior dessa riqueza. Não foi por acaso que D.Francisco Manuel de Melo escolheu,no seu livro Os Relógios Falantes (1654),aquele relógio,
O relógio que infelizmente não trabalha simbolizando o "relógio da cidade",no diálogo com o "relógio da aldeia",de Belas.Existiriam em Lisboa,em meados de seiscentos,outros dois relógios de campanário:o da Sé e o do Paço.O relógio é que não gozava de grande reputação popular,pelo que se entende dum antigo ditado lisboeta:"Em mulher de Alfama, homem do mar,relógio das Chagas...não há que fiar".Foi na igreja das Chagas que o Padre António Vieira leu o seu Sermão de Santo António,em 14 de Setembro de 1642,na véspera da reunião das Cortes,em que apelou a todos para que participassem no esforço de guerra de independência contra Castela:a nobreza e o clero estavam isentos de impostos,pagos apenas pelos comerciantes e o povo. A igreja não resistiu ao terramoto de 1 de Novembro de 1755.Porém,de acordo com João Baptista de Castro,apesar de se terem perdido os ornamentos e a "maior parte da sua prata" foi possivel ao páraco resgatar dos escombros da capela -mor" as sagradas Pixides,com o Sacramento,posto que dentro da Sacrário,e as venerandas imagens da Senhora da Piedade,do Senhor Morto, de São João Evangelista e Santa Madalena, que todas escaparam ao incêndio". tem continuação-fotos de A.R.Filipe -Texto Bolhetim Junta Freguesia S.Paulo
Poeta Fernando António Nogueira Pessoa
Nasceu em Lisboa a 13 de Junho de 1888 às três horas da tarde no Largo de São Carlos ao Chiado mesmo defronte ao Teatro com mesmo nome.
Ficou órfão de pai aos cinco anos.

Poeta, contista e ficcionista português,foi um dos grandes expoentes do modernismo em Portugal.
Quando era miúdo frequentava a mesma aonde chegou a existir um grupo de escutas,e por esta altura havia a dita Festa das Chagas de Cristo com um bodo oferecido ás crianças do bairro.
Quando os pescadores iam para a pesca do bacalhau era frequente vermos as mulheres e os maridos vestidos com os trajes tradicionais,subindo a encosta para pedirem a protecção enquanto tivessem no alto mar.Dizem que já no tempo das descobertas os navegadores de então, também tinham a mesma prática e devoção pelas Chagas de Cristo.
Também a minha família dizia que é a primeira igreja,que quem entra a barra, a ser avistada ao longe.
Tem no cimo do campanário uma figura peixe,que gira e dando a informação do tempo conforme se encontra a sua cabeça ou ou rabo.
Muito simples o seu interior mas no digno de ser visitado, embora o horário do culto não seja diário,há muita dificuldade em encontrar alguém com disponibilidade para abrir a mesma, de modo que público a possa visitar.
Lembro-me do casamento nesta igreja,do fadista Carlos do Carmo de ver o seu padrinho o Clif Richard,foi um acontecimento em grande no Bairro da Bica .


Não é um templo rico em talhas revestidas a ouro ,como tantos outros nesta cidade, tão rica em património sacro-religioso, mas vale a pena visitar pois fica numa parte nobre da cidade onde os palácios ainda vão permanecendo.









Hei-de voltar a visitar a zona de Marvila












