Acrescente-se,num parêntese,que,no tempo dos amores com o conde de Vimioso,quis este fidalgo afastá-la um tanto da boémia que lhe consumia a saúde.Assim, cedeu-lhe uma casa na Bemposta (freguesia da Pena) e, noutra ocasião,uma habitação da Rua da Amendoeira (muito perto do Capelão). A fadista terá mesmo permanecido um tempo em casa do conde,no seu palácio que ainda se mantém no Campo Grande, esquinando para a Alameda das Linhas de Torres. No entanto,repete-se ,foi na Rua do Capelão que ganhou fama para sempre como cantadeira e autora de letras de fados.
O VIMIOSO
UMA BELEZA
As descrições da Severa não coincidem. São, porém, unânimes em a considerar como mulher muito formosa ,esbelta,dona de uns olhos que "tinham lume". Júlio Sousa Costa diz que ela, aos 18 anos , "era alta,delgada mas não magra,seio opulento,pele muito branca,olhos pretos,bastos cabelos negros,sobrancelhas carregadas, boca pequena, muito vermelha, belos dentes, cintura fina e pé pequeno". Tanto terá bastado para que o conde se tivesse aproximado e desse início a uma aventura galante que a Literatura e o teatro transformaram num dos maiores romances da Lisboa do século XIX.
MAU GÉNIO
A ligação entre a Severa e o Vimioso (nome que,por respeito para com os descendentes do fidalgo,Júlio Dantas omitiu, substituindo-o pelo de "Marialva"),não foi tão longa quanto os romances dão a entender.Terá durado uns dois anos e poderá ter sido interrompida mais por culpa da Severa . Na verdade rezam as crónicas que, para além da voz maviosa, do talento inato para compor letras e da formosura fisíca, possuía a fadista um génio bem mau de aturar e uma tendência para a ralé mais ordinária que era possivel imaginar.Qualquer contrariedade, por mais leve,l he despertava as iras , que se traduziam geralmente numa "cena" do mais canalha, na qual os insultos seriam o menor dos males. Alguns cronistas da Mouraria descrevem cenas de " faca na liga" e de pancadaria em que a fadista, talvez ensinada pelo arrebatado génio da sua barbuda mãe, levava a melhor e punha em fuga até homens que a queriam dominar. Não admira que o fidalgo, habituado a outras, maneiras por muito boémio que fosse, se deixasse a certa altura de idas ao Capelão.
UM LIGEIRO REPARO e a titulo de INFORMAÇÃO:
Mesmo de fronte da casa aonde nasceu a Severa, nasceu um dos fadistas mais castiços, popular e também boémio: O FERNANDO MAURICIO conforme mostra a placa .
Brevemente postarei assunto relacionado com o portal da igreja da Conceição Velha, na Rua da Alfândega em Lisboa.
fotos de A.R.Filipe
Na verdade , esta Maria Severa Onofriana,figura real de fadista e boémia,foi decididamente absorvida pelo mito, a tal ponto que se torna hoje extremamente difícil traçar a sua biografia sem tropeçar a cada passo naquilo que sobre ela se escreveu e fantasiou.O escritor Júlio Dantas transformou-a em personagem de romance e em protagonista de peça teatral.O artista Leitão de Barros levou-a a ser heroína de filme.

Não foi, contudo,a única casa da fadista nesta freguesia do Socorro : viveu para aí uns seis meses na Rua do Terreirinho,quando teve por amante um ourives ali domiciliado. 
É FAZER CLIK, NA FOTO "LUGARVELHOSOBREIRAS"-ESPORÃO.

Dona Maria Cavaco Silva 1ª Dama
A Imagem perto do hospital de Todos os Santos
Imagem da Senhora descendo a Rua da Palma
Um "anjinho" aos ombros de Avó
Fanfarra da G.N.R.
Imagem de S.Jorge a cavalo
Imagem da Senhora do Castelo
Banda dos Sapadores de Bombeiros de Lisboa
Imagem de Santo António
Corpo de Fuzileiros com Símbolo da Armada
Imagem de São Sebastião,aos ombros dos soldados artilheiros
Banda da Força Aérea
Corpo de Voluntárias do Hospital de S.José
Símbolo da Cruz Vermelha
Corpo de Fuzileiros
Santíssimo

Final da Procissão,regresso da Imagem, recebendo as honras militares da G.N.R, despedida do Povo

